
Quem é Gilmar Albuquerque? Evidentemente que todos os individuos tem uma história. A deste actor é bem longa, tão grande quanto o seu curriculo. Nasceu em 1958, em Campina Grande, Paraíba (Brasil). Frequentou a
Universidade Estatal de Paraíba, onde terminou o curso de
Comunicação e Jornalismo, tendo ainda participado em inúmeros cursos no domínio da expressão dramática, entre os quais de destacam o curso de
Direcção Teatral/Análise de Texto, com Luís Mendonça, Director de Mini-Séries da
Rede Globo, e o curso de
Técnica Vocal e Canto, por Célia Bretanha, na
Universidade de Brasília. Como actor, trabalhou no
Departamento de Publicidade da Rede Globo,
SBT, RECORD e
Bandeirantes. No Brasil, participou em cerca de 50 espectáculos, com temporadas em São Paulo, Rio de Janeiro, Brasília, Recife, Salvador. Integra o elenco da peça
“O Trovador Encantado”, uma Co-produção entre Portugal e Brasil no âmbito das
Comemorações da Descoberta do Brasil. Na Companhia CAIR’Te (Porto) participa em muitos espectáculos, como
“Chico Cobra e Lazarino”. A propósito deste espectaculo foi escrito o seguinte:
" ( ... ) Espectáculo vivo de imagens tendo um elenco que se comportou à beira da genealidade muitas vezes. Exemplo de grande teatro onde actor, texto e demais elementos de cena se coadunam para fazer um grande evento cénico único. No teatro que se faz actualmente e que está tão pobre de teatralidade, a visita desta co-produçao Portugal / Nordeste Brasileiro só nos vem mostrar o quão grave é a crise do teatro carioca e quantas saídas temos, como o exemplo deste espectáculo que explora a raiz nordestina com um tratamento dramaturgico e cénico universalizado. Um dos pontos altos da encenação, e que contou com vários pontos altíssimos, é a interpretação dada aos personagens pelos actores William Gavião e Gilmar Albuquerque. Assistimos ao trabalho do actor levado as últimas consequências de construção técnica consciente que pode abrir ainda mais o campo emocional do actor para o espectáculo. Dez para a actuação". Conferir em
http://cairte.com.sapo.pt/criticas.htm Na década de 80 integrou o
Centro Cultural Pascoal Carlos Magno e montou, através dele, sob a direcção de Moncho Rodriguez, os espetáculos
As Velhas,
Dom Ratinho e Dom Gatão,
Fuxicada no Céu e
Fêmeas de autoria de Lourdes Ramalho. Também actuou em Campina Grande e região como regente de coral e foi vocalista da banda de rock
Domber nos anos 80. Foi
Coordenador de Turismo e
Director de Cultura do município. Residiu em Salvador e actualmente está radicado em Portugal, tendo trabalhado com a Filandorra, Teatro do Nordeste. A sua estreia na Filandorra aconteceu em Novembro de 2000 no espectáculo
O Burguês Fidalgo, de Moliére, com encenação de William Gavião. Seguiram-se
Os Músicos da Aldeia, de Irmãos Grimm,
O Queijo e a Lua, de Thomas Bakk,
As Histórias de Akim, de Norberto Ávila,
Auto da Barca do Inferno, de Gil Vicente,
Dinis e Isabel, de António Patrício,
O Homem que esteve sete horas empoleirado num árvore, de A.M. Pires Cabral,
O Fato Novo do Imperador, de H.C. Andersen e
A Menina do Mar, de Sofia Mello Breyner. Continua a desenvolver a sua actividade musical, sendo fundador do grupo A TROUXA MOUXA. Veja mais em
http://www.teatroseverinocabral.com.br/institucional/?tela=6